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PAPEL DO LÍDER NA CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE OUTROS LÍDERES

  • Foto do escritor: Antônio Sacalonga
    Antônio Sacalonga
  • 5 de mai. de 2024
  • 9 min de leitura

Atualizado: 9 de mai. de 2024

Leia princípios e papéis de desempenhos de um bom líder

Os papéis que um líder pode desempenhar na organização são mais importantes que suas habilidades em si.  A posição de liderança estratégica no ambiente de trabalho está diretamente associada ao modo como ocorre a interação entre as pessoas, ou seja, à forma como acontece o relacionamento entre líderes e liderados, englobando   os vários papéis básicos do líder que são: Orientar,  Acompanhar os liderados, Avaliar, Incentivar, Recomendar e Valorizar seus liderados.


Para Cintra e Dalbem (2016), toda organização precisa de bons líderes que inspirem os colaboradores a criarem e, com isso, crescerem no mercado.


O líder, portanto, é quem conduz a equipe, aquele que faz uso de sua autoridade, respeitando  as pessoas, possibilitando que todos desenvolvam suas atividades por vontade própria, buscando atingir um objetivo comum. Para que isso ocorra, o   líder precisa fazer uso do poder, o que significa ser capaz de influenciar os comportamentos dos colaboradores em relação à organização.


Modelos de Liderança inspirados em Albert Quinn

Robert E. Quinn foi um advogado e político americano nascido em 02 de abril de 1894. Faleceu em 19 de maio de 1975, foi autor de diversos lítulos literários, entre estes; Mude o Mundo Onde ele explica princípios de liderança extraordinários usados por Jesus Cristo, Gandhi e Martin Luther King.

Neste contexto estaremos comentando oito modelos de liderança compartilhado em um dos seus título; Competências Gerencias, definidos como: Liderança Mentora, Facilitadora, Monitora, Cordenadora, Diretiva, Produtora, Negociador e uma liderança Inovadora.


Para melhor entendimento, vamos definir detalhadamente o contexto exemplar de cada modelo de liderança:


Modelo de liderança Mentora

O primeiro papel de um líder corresponde ao de mentor. Os atos de um mentor são  aqueles que  apoiam e valorizam os esforços de quem está sendo acompanhado. O mentor auxilia o desenvolvimento pessoal e profissional do mentorado.


Neste contextp, o mentor investi, treina e aprimora as competências dos seus alunos. 

Em observação preliminar, a definição de mentoria deve envolver os seguintes conceitos: apoio, valorização de quem está sendo mentorado, o investimento do mentor ao aluno, ou seja o mentor deve possuir uma visão futorista a favor do seu aluno.


Modelo de liderança Facilitadora

O segundo papel é o de facilitador. Aqui, segundo Albert, o líder promove o esforço coletivo da equipe, gerenciando possíveis conflitos que possam surgir durante todo o processo de liderança.


Digo ainda que neste modelo, o que deve estar em pauta neste processo de liderar é a gestão de conflitos. O líder deve saber proteger seus liderados de possíveis ateques que podem afetar os aspectos diversos de seus liderados. A esta altura, o aspecto facilitador deve ser relacionado em contextos em que o líder compartilha suas experiências profissional e de vida, para que seus alunos se inspiram nele.


Modelo de liderança Monitora

O terceiro papel possível é o de monitor, que segundo Robert, corresponde à função de controlar os processos de trabalho da equipe, com atenção à todas as informações necessárias, para que o trabalho seja desenvolvido em plenitude.


Se for muito bem feito, o modelo de liderança monitor elimina possíveis gargalos nas entrelinhas do processo produtivo. Neste aspecto, para promover boa liderança é importante entender os processos de aprendizagem e monitorá-los perfeitamente.


Modelo de liderança Coordenadora

Há, ainda, o papel de coordenador. Este modelo acontece quando o líder assume o papel de distribuir e controlar o fluxo de trabalho de toda a equipe, certificando-se de que as atividades foram atribuídas às pessoas competentes para executá-las e garantindo adequadas condições de trabalho para que isso aconteça.


Deve-se ter em conta neste modelo o seguinte: O líder deve ser aquele que sabe distribuir e gerenciar o fluxo de como as coisas acontecem na igreja ou empresa. O objetivo disso é fazer com que seja estimulado e explorado ao máximo o potencial de quem está em nossa equipe.


Outra observação relevante no modelo de liderança coordenadora é que o líder, deve ser responsabilizado por criar condições aceitáveis quanto ao ambiente sóciocultural e técnico de trabalho.


Modelo de liderança Diretiva

O papel de diretor, por sua vez, exige que o líder seja um dirigente que sabe estabelecer as metas e os objetivos que devem ser alcançados dentro de um curto, médio e longo espaço de tempo. A exigência se dá pelo fato de que é o papel da Liderança Diretiva explicitar ao conjunto corporativo, os planejamentos estratégicos, táticos e operacionais  da empresa. 

Outro aspecto interessante neste modelo de liderança é os conceitos que do líder derivam, que deve definir uma determinada visão, a descrição de valores e um desenho visionário consolidado do projeto empresarial. Sem estes elementos acima, não existe liderança diretiva.


Modelo de liderança Produtora

O sexto papel desempenhado pelo líder é o de produtor, responsável por criar um ambiente de motivação e comprometimento entre os colaboradores.


Modelo de liderança Negociador

O sétimo papel é o de negociador, segundo o qual o líder deve ser capaz de apresentar as ideias à equipe de forma dinâmica e eficaz, fazendo que os indivíduos se mobilizem e passem a adotá-las.


Modelo de liderança Inovadora

Finalmente, o líder deve ser inovador, buscando sempre estimular a criatividade para gerar novas ideias e soluções (CINTRA; DALBEM, 2016).



Liderança que desenvolve outros Líderes


Partindo da premissa de que liderança pode ser desenvolvida, existem várias formas de fazê-la crescer em outras pessoas. Suspeito que, o que mais faz crescer os apectos de liderança em pessoas, talvez, sejam as ações de treinamentos e desenvolvimento de talentos.


Chiavenato traz duas características para auxiliar no processo do treinamento e desenvolvimento de um líder que são o ensino e orientação. 


Para desenvolver e fazer crescer as definições de liderança em alguém, é necessário treinos e o ensinos, nos aspectos que definem os objetivos de um propósito individual ou organizacional. Porém, nesses documentos estarei falando para você que não basta apenas ensinar ou doutrinar alguém, é necessário expor ao discípulo as bases de uma sólida orientação. Orientação desenvolve pessoas.

Ou seja, para que uma pessoa possa adquirir sólido desenvolvimento, é necessário que ela passe por um devido processo de orientações sobre projetos objetivos e subjetivos.   


Hoje, no mercado, temos muitas pessoas mestres e poucos orientadores. 

Em seu perfil conceitual, o orientador em seu exercício, possui características que exigem um pouco mais do discípulo.  Neste contexto, o orientador  é aquele que caminha com o seu aluno na estrada do conhecimento, enquanto ele constrói experiências no viver de seu aluno. O perfil do orientador é aquele que coloca em sua conta débitos ou créditos tudo o que ensina.  Ele  se responsabiliza pelo que faz.. 

Por outro lado, os mestres costumam não se responsabilizar com as pessoas que estão ensinando. Eles abraçam apenas o ensino - treino e dizem o que é e o que não é e mais nada. Por isso, hoje o mercado tem muitos treinados e poucos desenvolvidos. 

Ou seja, o fato de você ter bons conhecimentos não significa ter consequentemente a posse  de experiências com o que você sabe. Por exemplo, eu tenho graduação em Gestão de Recursos Humanos más, não tenho experiência na área por não exercitar o que aprendi durante dois anos de graduação. Ou seja, não trabalhei na área e consequentemente, não tive ninguém pós faculdade que me introduzisse no mercado dando instruções práticas de como sobressair neste mercado


Assim, a experiência se ganha com prática e exposições repetitivas. É por isso que para obtermos boas experiências com o que sabemos, precisamos de orientadores. Aqueles que nos ensinam com suas próprias vidas, eles são responsáveis em entender em primeiro momento, nossas intenções do coração e os ajustes que nossas mentes merecem.

Para além disso, para começar a gerar boas obras, os orientadores têm em seu perfil o hábito de segurar em nossas mãos e nos ensinar na prática, como as coisas devem ser feitas.


Por isso, sustento a ideia de que o mestre deve ser um orientador ou, ele deve saber transferir a responsabilidade do que ele ensinou a um orientador, assim como Jesus Cristo Fez.

Com isso não quero traduzir um desmerecimento ao dom do mestre, pelo contrário, quero definir os papéis que cada ofício tem. A atuação do mestre tem limites. Vai até onde o aluno adquire e aprende o que foi ensinado.


Já a ação do orientador começa com a prática, ou seja, o fazer o aluno aprender. E como descrito acima, é necessário paciência para isso. Dentro das especificidades graciosas do orientador, ele possui paciência suficiente em si mesmo, para suportar os primeiros passos lentos, lerdos e vagarosos do aluno.


Bíblica mente, temos a experiência exemplar desta verdade: Jesus Cristo foi, e é o mestre de todos os que se tornam filhos de Deus e seus discípulos. Ele começou discipulando 12 homens com personalidades distintas da sociedade, ensinando - lhes sobre lições celestiais em detrimento às doutrinas terrenas e ensinava também a natureza de seu Pai, o Deus criador do universo.


A palavra discipulado ou discípulo quer dizer aluno, aprendiz, aprendizado. Jesus foi o mestre dos doze alunos iniciais. 


Depois de três anos os ensinando, entendeu Jesus que era a hora de seus alunos praticarem o que Ele ensinou durante aquele tempo e para isso, solicitou a pessoa de um orientador chamado Espírito Santo. E Ele está presente até hoje na vida de todos os que uma vez salvos pelos ensinos de Jesus, são auxiliados para praticarem as lições de Jesus. E, é somente na PRÁTICA dos ensinamentos, que se vê os resultados do discipulado do mestre Jesus. Deste modo, os alunos são treinados e desenvolvidos. 


Temos dois texto bíblicos que imperativamente trazem estas verdades do ensino e prática:


22 Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos.
23 Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho Tiago 1:22,23 NVI

24 Assim, todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem sábio, que construiu a sua casa sobre a rocha. 25 E caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e bateram com violência contra aquela casa, mas ela não caiu, pois tinha seus alicerces na rocha…
Mateus 7:24,25

Com os textos explícitos  acima, podemos extrair e concluir dois aspectos do processo de ensino e aprendizagem: 


Primeiramente, pelo ensino, ouvimos e podemos alcançar níveis consideráveis do processo da aprendizagem. Por isso a relevância que precisamos dar ao perfil e papel de um mestre em nossas vidas.


Em segundo lugar, os aspectos que nos expõem em movimento, a prática de todas as lições que temos aprendido e neste aspecto, um orientador deve tomar as rédeas em nossas vidas. Pois, a prática dos ensinamentos, é durante o tempo que durar nossa vida de líderes. Por isso, a relevância de termos pessoas apaixonadas por aquilo que podemos nos tornar em nossas instituições.


Assim, é necessário a atuação dos dois profissionais. Novamente, o maior líder de todos os tempos, Jesus Cristo nascido em Nazaré, disse certa vez aos seus discípulos: importa que eu cesse para que Ele venha e quando Ele vier, vai vos conceder poder para serdes minhas testemunhas em qualquer lugar.


Jesus estava se referindo a uma outra persona quanto ao exercício de um trabalho específico para obtenção de resultados específicos em seus alunos. A persona que Ele se refere no texto, é a Pessoa do Espírito Santo.  


Um olhar secular sobre treinar líderes e desenvolvê-los

É importante distinguir as ações de treinos e desenvolvimento. Por exemplo, treinamento é aquele que deve envolver   as ações coordenadas relacionadas ao ensino e orientação com foco no desempenho de curto prazo. 


Por outro lado, o desenvolvimento deve preparar as pessoas para assumir novos desafios em funções de maior complexidade, razão pela   qual é um processo de longo prazo (CHIAVENATO, 2015).


É por esta realidade que, em uma organização, os colaboradores deveriam ser preparados previamente por programas de desenvolvimento de líderes, tornando-os aptos antes de assumirem posições de liderança.


Segundo Cintra (2018), é importante ressaltar também que, na maioria das vezes, a necessidade de desenvolvimento está relacionada a aspectos comportamentais e que a aprendizagem efetiva e a aplicação daquilo que foi aprendido dependem de como   o programa foi desenvolvido. Nesse sentido, o desenvolvimento de líderes contempla um conjunto de ações coordenadas.


Para Pereira (2002 apud CINTRA, 2018) nesta obra eles concordam a importância de destacar algumas ações que podem ser realizadas por gestores para desenvolver a liderança, tais como:


  • Buscar auxílio para promover mecanismos de autoconhecimento, 


  • Autocontrole e autoestima;


  • Estabelecer   rotinas de conversas com os liderados a respeito do desenvolvimento pessoal e profissional de cada um; 


  • Avaliar a empatia com relação aos membros da equipe etc.


Em outro ângulo, Tanure (2007), diz que ao considerarmos o desenvolvimento de líderes, temos de colocar como prioridade os desafios. Para a autora, é por meio dos desafios que as pessoas se desenvolvem e podem expandir o potencial de liderança que possuem. Com estas palavras de Tanure, podemos francamente concluir que líderes não  crescem em ambiente confortável, é em ambientes de desafios que líderes devem ser  expostos, para que pela forma como eles se comportam em meio aos desafios, extrair deles a aceitável maturidade e crescer como líderes.


 A autora também nos deixa assegurados de que é preciso considerar que quanto maior for o desafio, maior será o risco do erro. 


Assim, cabe às organizações estabelecer um programa de desenvolvimento a longo prazo e de desempenho a curto prazo, possibilitando o gerenciamento   dos riscos. Nesse sentido, é importante fazer uma ressalva: Quando as possibilidades de fracasso são reduzidas ao mínimo, também diminuem as experiências difíceis. 


Ao reduzir essas experiências, as pessoas deixam de aprender a resolver   as situações sozinhas e a enfrentar contextos mais complexos, que são aspectos fundamentais para fortalecer a resiliência e a inteligência emocional. Por outro, quando as experiências difíceis são vencidas, geramos um histórico de boa reputação e referência no seguimento de carreira. 



Quatro Atitudes para Fortalecer sua Resiliência?

1.Aceita uma proposta de carreira ou hobby que te desafie. 

É por meio de desafios que as pessoas se descobrem e se  desenvolvem potencialmente! enquanto estimulam suas inteligência


2. Identifica qual é o ambiente ou objeto que está produzindo conforto em você e lide rápido com isso. 

Faz parte do comum, relaxar em ambientes confortáveis


3. Aplique a visão de desenvolvimento de suas habilidades a longo prazo. 

Ter projeção raciocinados do que pode acontecer em você calculado a longo prazo é uma postura inteligente. 


4. Aprenda novas atitudes que trazem resultados a curto prazo.


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Antonio M V Sacalonga
Antonio M V Sacalonga
05 de mai. de 2024
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