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A CURA DA SOLIDÃO

Introdução
Urso de pelúcia ao ar livre
Urso de pelúcia ao ar livre

A solidão é uma experiência que toca profundamente o ser humano, revelando necessidades que vão além do físico e do material. A igreja, enquanto grupo de pessoas assistidas pela glória de Deus, oferece respostas para essas necessidades, especialmente as sociais, que são essenciais para a reposição da dignidade e o bem-estar humano. Este texto explora como a divisão social afeta o ser humano e como a sabedoria que vem do próprio Trono do Criador — O Deus Todo Poderoso, pode curar a solidão e restaurar a verdadeira convivência humana.


Solidão é coisa boa ou não?

O portal de notícias da BBC NEWS Brasil, postou em 2018 um artigo científico produzido pela BBC Loneliness Experiment, elaborado por acadêmicos de três universidades britânicas — Manchester, Exeter e Brunel. A Wellcome Collection também participou desta produção científica.

Segundo o edital, a pesquisa contou com 55 mil participantes ao redor do mundo. As informações coletadas pelos estudos, mostrou cinco descobertas surpresas sobre a solidão:


  1. Os jovens se sentem mais sozinhos que os mais velhos

  2. Mais de 40% das pessoas acham a solidão algo positivo

  3. Alguma pessoa que se sente sozinha tem habilidades sociais que não são melhor nem pior que a média

  4. O inverno não é mais solitário que outras estações do ano

  5. Pessoas que se sente mais sozinhas com freqência demonstram mais empatia


Chama-me atenção a ampla amostra de aproximadamente 55 mil participantes nesta pesquisa! De fato, é uma escala global. Porém, ao meu entender, apenas duas das cinco descobertas, detêm um cunho verdadeiro, tendo como base a perspectiva espiritual cristã. Refiro-me às descobertas um (1) e dois (2). Desta forma, o fato de jovens se sentirem mais solitários nos alerta para uma geração emocionalmente vulnerável. E quando jovens provam a solidão e se sentem mais sozinhos que os mais velhos é um dado verdadeiro pela questão dos desmames sociais, a transição da fase de criança, adolescente e adulta. A vulnerabilidade juvenil é mais severa dependendo das condições sociais pels quais a pessoa nasce.


Por outro lado, a solidão não deveria ser vista como algo positivo por causa da essência do propósito da criação da espécie humana.


A descoberta número cinco é confusa ao meu ver. Por um lado é possível sim alguém manifestar empatia para outra pessoa quando ela vê alguém passando pelas coisas ruins que passou. De outra forma, como alguém poderia dar aquilo que não recebeu? Ou seja, se alguém tem provado e consumido a solidão, será isso que ela dará para os outros. Aqui, funcionaria muito bem a lei da semeadura. O homem é um ser sociável em sua plena essência. Assim, a pauta da solidão não é suportada por muito tempo e com eficiência ao ser humano.


A necessidade social do ser humano
Homem em um campo ao ar livre
Homem em um campo ao ar livre

O ser humano é, por natureza, um ser sociável. Desde os primórdios, a convivência em grupos foi fundamental para a sobrevivência e o desenvolvimento. Contudo, o diabo junto com os sistemas econômicos e sociais atuais criam divisões que fragmentam essa convivência natural. Hoje, a sociedade se organiza em classes — alta, média e baixa — que, muitas vezes, se distanciam e se olham com desconfiança uns contra os outros, materializando a inveja.


Essa divisão não é apenas econômica, mas também cultural e emocional. Pessoas em diferentes classes sociais têm acesso desigual a recursos básicos, educação, saúde e oportunidades. Isso gera um desgaste profundo, pois a infraestrutura necessária para uma vida digna fica comprometida. Além disso, a inveja e o sentimento ambicioso entre classes alimentam conflitos e afastam a solidariedade verdadeira.


A sabedoria que cura a solidão

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